Olhos Castanhos
Olhos castanhos trêmulos e fecundos,
frêmitos
e palpitantes.
Olhos que vão-se mar a fora em busca dos meus.
Vê-se como é fácil deslizar-se pela brisa dos
olhos seus... olhos seus que distam dos meus...
Seduzem os meus tenebrosos e
gélidos sentidos mais
sublimes.
Fulgidos olhares entrelaçados juntos
e justapostos, manos e ávidos.
Lábios que reluz a aurora da sua beleza.
Olhos castanhos, que vertem para o horizonte
e destilam néctar dos meus...
Vislumbra a alma das pessoas e seus
íntimos suspiros.
Dista dos olhos seus toda espécie de pobreza.
Riqueza certamente encontrará,
brotando dos
olhos seus...
Conserva
pura a fonte de amor que
habita
nestas almas cristalinas.
Bem que haja na flor a rosa que me inspira.
Derramaste seu orvalho sobre mim adorável
mulher e menina linda.
Fragmento
deste olhar sedutor e singelo,
virgem e sedento.
Seu interior mostra-me aberto e feliz...
Não posso conter a ânsia de tê-los fitados
aos meus eternamente.
Um beija-flor leva no bico nosso secreto e
renomado segredo.
Outro beija-flor traz sua resposta... quero-te.
Pelo mar achego-me a ti...
Pelo ar entrego-me a ti...
Pelas
palavras inclino-me a ti...
Pelo seu semblante, mergulho em ti...
Somos um, somos dois e três.
Autor: Dimas Siqueira
Fernandes
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