

Mais
um Natal está chegando, e ele vem carregado de
inquieta esperança,
fazendo novamente ecoar em
nossos corações uma grande revelação:
Eu vim para que todos tenham vida
e a tenham em abundância!
Mais um Natal está chegando, de um planeta
globalizado,
para fazer ecoar no meio dos embates da
luta o grito de milhões de vozes,
num só poema, a prece da esperança que
não se cansa.
Que esse grito de resistência, de luta,
de coragem de milhões de irmãos e irmãs
sofredores,
ecoe em uníssono a prece que anuncia:
Vem, Senhor Jesus!
Vem, Senhor Jesus!

Vem mais uma vez fazer história conosco,
para abrirmos nosso coração e unir nossas forças.
Vem, Jesus, para que juntos, crianças,
jovens, anciãos, homens e mulheres,
possamos dar as mãos, entoando a canção
da solidariedade!
Vem, Senhor Jesus!
Vem nos ensinar que é tempo de acolher
os fracos, os pequeninos, os pobres.
Que é tempo de plantar na Terra a
semente da compreensão e acender nos corações
a centelha do amor.
Vem, vem e nos diz que soou a hora de
construir uma terra de irmãos,
de eliminar as diferenças, de transpor
os obstáculos que separam os povos e as nações,
para juntos entoarmos a canção de Natal:
Paz na Terra aos construtores do
Reino de Deus para toda a humanidade!
Vem, Jesus, vem ajudar-nos a saber que
sempre temos ao nosso lado um próximo
que nos espera.

Esperar pelo Cristo que vem é
esperar pelo irmão que de Deus é morada.
Se não acolhermos o irmão, com suas angústias
a ser por nós compartilhadas,
também não acolheremos a Deus, com seus
planos a ser por nós assumidos.
Se não percebermos a voz do irmão a
pedir ajuda, tampouco perceberemos a voz de Deus
a nos responder, a nos consolar, a
orientar nossos passos.
E se não aprendermos a amar o irmão que
caminha ao nosso lado,
dificilmente aprenderemos a amar a Deus,
cuja presença é invisível, embora tão real.
Enfim, se deixarmos a lembrança do irmão
se apagar de nossos corações,
fatalmente se apagará também a lembrança
de Deus, bem como seu nome e suas promessas.
Não temos o direito de separar o Cristo do
homem, nem de esperar pelo Cristo
que vem sem esperar pelo nosso irmão
mais necessitado com paciência e amor.
Se isso acontecer, todas as nossas obras
de justiça vão virar iniqüidades;
nossos gestos de amor não passarão de
suspiros inúteis,
e nossas profissões de fé descambarão
em idolatria.
Por isso, celebrando neste tempo o Advento,
que é a espera do Senhor,
é necessário que aprendamos a
pronunciar o nome e a reconhecer o rosto do nosso
irmão,
pois são o nome e o rosto do Cristo que
esperamos.

Vem, Senhor Jesus!
Nós o esperamos!
Vem e acorda nossas energias, redobra as
nossas certezas, multiplica nossa esperança,
para que este novo tempo de graça se
irradie,
convidando a todos para um renovado FELIZ
NATAL!
Feliz Natal é Natal
feliz...
e
Natal feliz... é Natal com Cristo!

Autora:
Stela
Maris Blandino
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